



Abraços
Cátia Santos
Caros leitores,História
“Na margem do São Francisco nasceu a beleza, que a natureza ela conservou; Jesus abençoou com sua Mão Divina, pra não morrer de saudade vou voltar pra Petrolina...”.
Pelo caminho das águas, o capuchinho italiano frei Henrique realizava prédicas missionárias, provavelmente por todas as povoações ribeirinhas, inclusive, pelas ilhas: do Pontal, do Jatobá, do Fogo e do Massangano, entre outras banhadas pelo rio São Francisco, no trecho compreendido entre a “Villa de Coripós” e a “Passagem”, hoje municípios de Santa Maria da Boa Vista e Petrolina.
Em meados do Século XIX, por conta da distância e da exaustiva viagem frei Henrique lança a idéia da construção de uma capela ao então vigário de Coripós atualmente Santa Maria da Boa Vista. No ano de 1858, dá-se início a construção de uma capela como marco do Cristianismo para os moradores da pequena povoação da Passagem localizada na margem esquerda do Rio São Francisco, cujo local tinha uma área coberta de rocha que posteriormente serviu na construção da Igreja Catedral de Petrolina, conhecida como a “Pedra Grande”, considerado hoje o marco zero, atual Praça do Centenário.
Em 1860, a capela foi aberta aos moradores parcialmente concluída, faltando ainda uma torre, recebendo a atual imagem de Nossa Senhora Rainha dos Anjos. A imagem que teria vindo, apenas para a inauguração, ficou definitivamente como padroeira da cidade.
Em 1862 a Capela de Santa Maria Rainha dos Anjos foi elevada à condição de Igreja Matriz ficando a povoação “Passagem de Juazeiro”, elevada à categoria de Freguezia pela lei Nº. 530, de 7 de Junho de 1862, através do empenho do Tenente Coronel da Guarda Nacional José Chrispiniano Rodrigues Coelho Brandão – Presidente da Villa de Petrolina até 1875, recebendo a localidade a denominação de Petrolina em homenagem ao Imperador D. Pedro II, tendo a Freguezia a invocação de Santa Maria Rainha dos Anjos; Villa pela lei Nº.921, de Maio de 1870; Comarca pela lei N º. 1.444, de 8 de Junho de 1879; Município autônomo em 25 de Abril de 1893, sendo o seu primeiro Prefeito o Te. Cel. Manoel Francisco de Souza Junior; instalada oficialmente a Cidade em 21 de Setembro de 1895 e a Diocese em 30 de Novembro de 1923, pela Bula Pontificada (Dominicis Gregis), sendo seu primeiro Bispo D. Antonio Maria Malan.
Hoje, tu tens muitos adjetivos: “Princesa do Sertão”, “Catedral da Irrigação”, “Encruzilhada do Progresso”, “Terra dos Impossíveis”, “Califórnia Brasileira” entre outros. Para teus filhos tu és a nossa PETROLINA. Petrolina de todos nós, filhos teus, aqui nascidos ou que aqui chegaram, os que contribuíram e todos os que contribuem com a continuidade do teu progresso.
Não podemos falar da história de Petrolina, sem fazermos uma referência à grandiosa atuação da diocese e das famílias pioneiras que muito contribuíram e continuam contribuindo com o desenvolvimento desta promissora cidade.
Fonte: Professora Eva Maria Coelho de Amorim Leal